Eu tenho vício em ter e ler livros, por isso quando vejo promoções em livrarias e afins eu não dispenso a oportunidade de ter mais uma obra literária em minha coleção —o que foi, basicamente o que aconteceu com "A Menina Que Não Sabia Ler".
O livro, narrado em primeira pessoa fisga o leitor em poucas páginas, qualquer leitor ávido simpatiza-se de imediato pela jovem Florence. A história baseia-se nos dois jovens irmãos, sendo Giles mais novo e Florence mais velha, que vivem em uma mansão em Nova Inglaterra no ano de 1891, ambos são negligenciados pelo o ausente tio e moram com a governanta e empregados.
O livro é extremamente bem escrito e tem uma riqueza de detalhes que te trasportam para dentro de cada parágrafo da história. O começo é bem promissor e logo de cara John Harding, autor do livro, deixa o leitor com várias indagações. Porém, o que acontece no decorrer é de fato frustrante para quem esperava um determinado tipo de história e acaba encontrando-se em uma trama de "terror".
A capa e o modo como a história tem seu inicio nos levam para um enredo totalmente diferente ao qual, o livro se encerra nas últimas 50 páginas.O que parecia ser somente um romance, torna-se ao decorrer das linhas um suspense. A minha sensação ao constatar isso foi de certa frustração em relação ao que esperava da história. O leitor ao fim do livro fica com a impressão de ter sido enganado em todas aquelas páginas que foram lidas em busca de respostas as quais o autor não responde.
Na Contracapa do livro, tem uma frase que ao fim da leitura quando a olhei novamente, tive a certeza que o livro para mim não tinha sido de certa forma bom. A frase é a seguinte: Uma história incrível sobre uma menina e o poder de sua imaginação.
Sem dar Spoiler e dizendo somente que a menina do livro não é de fato uma pessoa lúcida, a ideia que é passada pelo o livro é de que uma pessoa que lê em demasiado acaba beirando a loucura. E sinceramente, em dias como esse que a leitura é tão facilmente esquecida por meios eletrônicos, não acho esse um livro a se recomendar para jovens. E ao menos que você seja psicótico por natureza e não tenha outra vida a não ser a dos livros, eu defendo avidamente a leitura em demasiado.




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